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	<title>E2 - Educação e Eventos &#187; Sem categoria</title>
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		<title>Curso: Resiliência &#8211; o comportamento dos vencedores</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 03:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Keyla S. Américo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[“A dor é inevitável. O sofrimento, opcional.”
Carlos Drummond de Andrade
A lucidez poética de Drummond reverencia uma das maiores capacidades humana, atualmente muito&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A dor é inevitável. O sofrimento, opcional.”<br />
Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>A lucidez poética de Drummond reverencia uma das maiores capacidades humana, atualmente muito discutida e valorizada, tanto na esfera pessoal quanto no ambiente empresarial: a Resiliência.<br />
Com origem no Latin, resilio, que significa voltar ao estado natural, o termo utilizado inicialmente na Física, expressa a capacidade de retornar ao estado inicial, após sofrer influência externa. Exemplo típico é a vara do salto em altura que enverga ao máximo sem quebrar e volta com toda força para lançar o atleta para o alto.<br />
Na Psicologia, explica a capacidade que algumas pessoas possuem de lidar com problemas e impulsionar sua vida. Pessoas que superam fraquezas e se fortalecem para atingir objetivos maiores, são mais resilientes. O iatista Lars Grael e o jogador Ronaldo “o fenômeno”, têm em comum uma capacidade ímpar de buscar na mudança, um processo de desenvolvimento e renovação pessoal.<br />
Na Administração, faz referência à habilidade para gerenciar mudanças, isto é, a capacidade de superar problemas, tirando proveito das adversidades. Gerentes resilientes sempre encontram uma solução mais simples onde outros só vêem problemas.<br />
No âmbito empresarial, a resiliência tem sido utilizada como estratégia para vencer a corrida dos negócios. Como na fábula da lebre e da tartaruga, o segredo pode não estar nas qualidades evidentes, mas capacidade de se adaptar sem perder a essência.<br />
Diante de um mercado globalizado, onde a única constante é a mudança, que amplia o poder do cliente, fortalece a presença da concorrência, e intensifica as pressões do ambiente externo, provocando transformações numa velocidade alucinante, as empresas precisam estar preparadas para mudar o rumo de suas ações a cada instante. E isto exige que aqueles que nela trabalham sejam pessoas altamente resilientes.<br />
E para que a própria empresa se torne resiliente, precisa vencer a acomodação e superar a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”. Até porque, a sustentabilidade de um processo de crescimento exige adaptação constante. Alguém já disse um dia que “todo negócio é bem-sucedido até que não seja mais”. Portanto, há que se trabalhar continuamente a necessidade de mudança.<br />
A boa notícia: todos nós podemos ser resilientes. A Neuropsicologia demonstra que nosso cérebro tem a capacidade de se moldar diante dos acontecimentos vivenciados no dia a dia, aprendendo com as experiências e aperfeiçoando nossa capacidade de renovação.<br />
Portanto, para nos tornarmos flexivelmente fortes, precisamos trabalhar as nossa habilidades e competências para as mudança, estando atentos para o que nos lembra Kelly Young quando afirma que “o problema não é o problema, o problema é a atitude em relação ao problema”.</p>
<p>O Curso &#8220;Resiliência &#8211; o comportamento dos vencedores&#8221; está sendo ministrado no SEBRAE, pelo Prof. Fracílio Dourado Filho,  Mestre em Administração de Empresas, Especialista em Marketing e Engenheiro Civil. Professor universitário e de cursos de Pós Graduação, Consultor de Empresas e de Organizações Sociais, Palestrante e Escritor. Diretor Técnico da E2 Educação e Eventos.</p>
<p>Maiores informações; Central de Relacionamentos SEBRAE &#8211; 0800.570 0800 ou www.sebrae.com.br &#8211; Av. Monsenhor Tabosa, 777 &#8211; Meireles &#8211; Fortaleza &#8211; Ceará</p>
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		<title>Microempresas nordestinas apostam no crescimento sustentável</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 01:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francílio Dourado Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Motor da economia brasileira, as microempresas assumem a responsabilidade e investem em ações socioambientais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Fonte:<a href="http://www.investne.com.br/"> invest NE</a><br />
</span><span>Por Izakeline Ribeiro</span></p>
<p>De origem humilde, em uma família na qual a mãe viúva precisava criar oito filho s. Entre eles, Vicente Rios, 52 anos, um empreendedor e, acima de tudo, sonhador, o microempresário cearense é um exemplo de empreededorismo. Desde o início das atividades da Água Mineral Límpida, em 2002, Vcoicente investe em ações de preservação ambiental e de bem estar social dos funcionários e da comunidade.<img class="alignright size-thumbnail wp-image-208" title="Vicente Rios comemora os prêmios recebidos. FOTO: Izaqueline Rios" src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2010/03/P9260116-150x150.jpg" alt="Vicente Rios comemora os prêmios recebidos. FOTO: Izaqueline Rios" width="150" height="150" /></p>
<p>Vicente faz parte das cerca de 15 milhões de micro e pequenas empresas responsáveis por 28 milhões de empregos e por 99% dos negócios nacionais. O setor que mais movimenta economia brasileira, as empresas desta categoria começam a atentar para as questões que envolvem sustentabilidade social e ambiental.</p>
<p>Ao descobrir a fonte de água mineral em seu sítio, localizado em Aquiraz – Região Metropolitana de Fortaleza, Vicente idealizou o segundo e atual empreendimento de sua vida. Antes proprietário de uma padaria, o empreendedor viu na mineradora de águas um negócio e tanto. “Procurei financiamentos. Eu precisava inicialmente de R$ 100 mil. Mas, não consegui e comecei a vender tudo que eu tinha para ver este sonho realizado. Coloquei cada tijolo, fui até servente de pedreiro da minha própria obra”, conta. Até que em quatro anos de trabalho e sem qualquer patrimônio, pois já tinha vendo até a própria casa e muitas dívidas, conseguiu um financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (Bndes) e pôde concluir a estrutura necessária para dar início aos trabalhos.</p>
<p>“O primeiro saldo que tive foi só para pagar as contas. No segundo ano, já estava mais folgado e pude começar a respirar mais aliviado, trabalhando pelo crescimento da empresa”, conta Vicente, que desde o início das atividades da mineradora segue um manual de boas práticas de fabricação, elaborado pela própria empresa.</p>
<p><img class="size-thumbnail wp-image-209  alignright" title="Sistema de coleta seletiva na fábrica da Água Mineral Límpida. (FOTO: Divulgação)" src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2010/03/MG_4710-150x150.jpg" alt="_MG_4710" width="150" height="150" />Reciclagem de lixo, de sobras de matérias utilizados, como os plásticos das tampas, lacres e rótulos, uma caixa de concreto para armazenar resíduos orgânicos sem que eles tenha contato com o solo, sistema de poupa luz – que economiza até 25% de energia -, equipamentos de ozônio para a limpeza dos garrafões, o que diminui em até 50% o uso de produtos químicos. Estas são algumas das ações realizadas na fábrica da Água Mineral Límpida. “Eu vendo natureza. Como eu não vou cuidar dela? E mais do que isso, nós precisamos cuidar do planeta agora porque poderá não sobrar a menor qualidade de vida para nossos netos”, diz Vicente.</p>
<p>“Nós também respeitamos a fiscalização, temos compromisso com a transparência e investimos na capacitação dos nossos funcionários. Nós geramos 200 empregos diretos. Esse é melhor retorno que poderíamos dar ao Governo, que financiou o nosso trabalho”, afirma o empresário cearense.</p>
<p>O gerente do Núcleo de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Renato Aragão, destaca que as vantagens para as empresas que adotam esse tipo de postura são muitas e em diversos aspectos. “Vai desde o não pagamento de multas, em razão do cumprimento da legislação ambiental vigente, à economia de matéria prima e consequentemente o aumento do lucro pela implementação da produção mais limpa, ao marketing verde, que atualmente destaca as empresas empenhadas ambientalmente. Essa última, por exemplo, em alguns casos já é uma exigência do mercado. E, também, o público, hoje é mais consciente, que passa a exigir tal postura das empresas”, diz.</p>
<p>O sucesso de uma empresa que aposta em gestão sustentável é inevitável. Vicente, por exemplo, já recebeu diversos prêmios do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas empresas (Sebrae), da Confederação Nacional das<img class="alignright size-thumbnail wp-image-210" title="Rose ao centro recebendo o Prêmio de RS do SEBRAE. (FOTO: Divulgação)" src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2010/03/DSC08566-150x150.jpg" alt="DSC08566" width="150" height="150" /> Indústrias (CNI), da Fiec, do Serviço Social da Indústria (Sesi), entre outros. Todos nas categorias de êxito em gestão social e ambiental, já que a Límpida também cuida do bem estar social dos funcionários e da comunidade próxima da fábrica.</p>
<p>“Nós oferecemos capacitação para os nossos colaboradores. Eu acredito que grandes funcionários é que fazem uma grande empresa. Por isso, tratamos a todos com dignidade e respeito. Além disso, também oferecemos escolinha de música para as crianças da comunidade, espaço de socialização e lazer. Campo de futebol, unidade móvel de dentista para funcionários e comunidade. E ainda mantemos as estradas que dão acesso à fábrica”, conta Vicente.</p>
<p>Acreditando nas pessoas<br />
Quem também se preocupa com o bem estar social é a empresária Rose Guareschi. Proprietária da rede de alimentos Julietto em Pernambuco, ela foi inspirada pela história de Pinóquio, o boneco de madeira que ganha vida graças à perseverança do velho Gepeto, para implantar um sistema de capacitação e contratação de jovens em situação de risco social.</p>
<p>“A pequena empresa tem a cara do dono. E faz parte das coisas importantes para mim, a inclusão social. Eu acredito nas pessoas. Acredito na força dos jovens. E, principalmente acredito na força de mudança que o trabalho tem. Por isso implantei desde a fundação da Julietto estes conceitos: empregar, capacitar e transformar a vida dos colaboradores, sendo sempre rentável”, comenta.</p>
<p>De acordo com Rose, financeiramente a empresa que trabalha com a inclusão social tem despesas, gastos e investimento muito maior na área de Recursos Humanos, porém o resultado da satisfação pessoal, da família toda e de todos os envolvido é imensurável. “A empresa precisa investir em treinamentos operacionais, com muito mais frequência. Os treinamentos motivacionais, incluindo a implantação de sonhos e objetivos precisam ocorrer rotineiramente. É comum também ter que viabilizar cursos de leitura e escrita”, explica.</p>
<p>Também premiada por suas atividades de responsabilidade social, a empresária acredita na inclusão assim como acredita que o sol vai nascer amanhã. “Receber prêmios é gratificante e necessário para que eu faça mais empresas e mais pessoas sonharem comigo e assim fazer com que mais empresários sonhando juntos, mais jovens comecem a sonhar em viver mais, morrer de velhice e não sonharem em viver até aos 25 anos e morrerem pelo uso de drogas ou mortos nos bairros. Quando expomos o que fazemos, temos o objetivo de somar forças e não de exibicionismo”, afirma.</p>
<p>Segundo o Anuário das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae (2008), em 2006 o Nordeste contava com 321.858 micro e pequenas empresas. O que estas empresas poderiam fazer para melhorar a realidade social e estão de braços cruzados? Para Rose, o maior resultado de investir numa gestão social é a satisfação pessoal, da sua família e de todos da equipe. “Uma equipe que consegue fazer o bem para outras pessoas, é muito interessante como os jovens gostam e se sentem motivados a ajudar outros jovens. Eles falam a mesma linguagem conseguem convencer aos que chegam que a mudança vale a pena e conseguem também enxergar com facilidade aqueles que não tem vontade de mudar. É muito gratificante”.</p>
<p>Com cerca de 193 funcionários distribuídos em 10 unidades, entre as opções de culinárias oferecidas, a empresária conta com um quadro de funcionários, do qual 96% é composto de jovens vindos de projetos sociais em busca do primeiro emprego. “A inclusão social é fundamental para existência das sociedades, se empresários e pessoas que podem não fizerem tudo para incluírem os jovens não teremos mais sossego. As ruas estarão cada vez mais cheias de pedi<img class="alignright size-thumbnail wp-image-211" title="Fábio" src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fabio2-150x150.jpg" alt="fabio2" width="150" height="150" />ntes, pessoas doentes, violência e todos nós seremos tomados pelo medo a insegurança e a insatisfação pelas diferenças sociais”, ressalta.</p>
<p>Natanael Júnior, 19 anos, e Fábio de Almeida, 20 anos já estão fora das estatísticas de violência. Natanael trabalha na unidade central da Julietto há seis meses. Começou como auxiliar de copa e depois de cursos de capacitação promovidos pela Julietto, hoje é auxiliar de cozinha. “Antes do curso eu não fazia nada, só vivia no meio do mundo, jogando bola”, conta.</p>
<p>Com o salário ganho no primeiro emprego, Natanael ajuda a família e faz planos para o futuro. “Moro com meu irmão e ajudo a ele em casa. Para o futuro, penso em reformar a casa e comprar uma moto, com salário dá para planejar. Também quero ter minha casa, dar uma vida melhor para minha família, penso em fazer um curso. Estou entre um curso técnico de soldador e gastronomia, para continuar no ramo de restaurantes, vou fazer de tudo para chegar a ser chef de cozinha”, afirma<img class="alignright size-thumbnail wp-image-212" title="Natanael" src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Natanael-150x150.jpg" alt="Natanael" width="150" height="150" />.</p>
<p>Já aque está concluindo o ensino médio pretende fazer faculdade de Direito ou Administração. “Quero ter um trabalho que me dê reconhecimento. Quero crescer cada vez mais e dar uma vida melhor para minha mãe”, conta ele que trabalha há um ano e sete meses na Julietto, como auxiliar de cozinha. Ele ressalta o quanto a educação pode melhorar a vida de jovens carentes. “A gente não tinha muitas chances, podíamos fazer coisas erradas, mas vimos que o caminho não era aquele”, completa o auxiliar de cozinha.</p>
<p>Investimento com retorno certo</p>
<p>O professor e consultor de empresas e organizações sociais, Francilio Dourado Filho, destaca que estudos têm revelado que no longo prazo, o retorno de ações socioambientais pode ser bem maior que o monta<img class="alignright size-full wp-image-213" title="Francílio Dourado, consultor da E2." src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2010/03/dourado-150x150.jpg" alt="dourado-150x150" width="150" height="150" />nte do investimento feito. De acordo com ele, no momento da decisão de compra, boa parte dos consumidores atuais tem dado preferência a produtos desenvolvidos por empresas socialmente responsáveis. “Daí a importância de se dar publicidade às ações empreendidas. E aqui convém lembrar que a publicidade deve transmitir credibilidade e ser respaldada em ações verdadeiramente consequentes”, afirma.</p>
<p>O fato é que até bem pouco tempo, dois critérios eram essenciais para um produto conquistar mercado: preço e qualidade. Atualmente, as transformações econômicas e sociais em curso cobram um novo critério, o da qualidade das relações da empresa produtora. “Por relações de qualidade entenda-se a promoção de relações éticas e transparentes que agreguem valor para todas as partes envolvidas: colaboradores, clientes, fornecedores, governo, sociedade etc”, explica Francilio.</p>
<p>Francilio explica que Responsabilidade Social não tem tamanho e pode ser implementada por qualquer empresa. Segundo ele, o desafio maior está em conceber um programa que seja coerente com as habilidades e competências disponíveis.</p>
<p>“Neste sentido, é fundamental um planejamento que envolva trabalhadores e gestores na definição das ações a serem empreendidas. O programa deverá atender a uma demanda específica, seja da comunidade interna (melhoria da qualidade de vida dos empregados, por exemplo) ou externa (melhoria dos índices sociais da comunidade do entorno, por exemplo), em sinergia com as atividades desenvolvidas pela empresa”, comenta o especialista.</p>
<p>Portanto, a empresa que pretende ser socialmente responsável, precisa manter uma relação com seus empregados que vá além do cumprimento das obrigações legais, que alimente suas perspectivas de crescimento profissional e melhoria da qualidade de vida. Francilio observa que também é necessário ser transparente quanto aos elementos presentes em seus produtos, de modo a permitir que clientes sintam-se plenamente satisfeitos em seus desejos e necessidades. O governo deve ter conhecimento de como são aplicados os recursos. É preciso trabalhar para que o meio ambiente não sofra consequências danosas de suas operações.</p>
<p>“O empresário precisa ainda, cobrar de seus fornecedores o mesmo comprometimento e contribuir diretamente para minimizar problemas sociais que aflijam as comunidades que habitam o seu entorno”, completa Francilio, lembrando que o custo da implementação de um programa de responsabilidade social deve ser compatível com a capacidade de investimento da empresa. “É importante destacar que a primeira responsabilidade social de uma empresa passa pela construção de sua sustentabilidade econômica. Portanto, o dimensionamento do programa não deverá comprometer o projeto de crescimento pensado”.</p>
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		<title>A Influência da Cultura da Convergência</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 20:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francílio Dourado Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Influência da Cultura da Convergência nos Processos Empresariais do Século XXI
Francílio Dourado Filho*

Vivemos um momento em que o conhecimento flui facilmente&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-thumbnail wp-image-188 alignleft" title="steve_jobs" src="http://e2eventos.com.br/wp-content/uploads/2009/07/steve_jobs-150x150.jpg" alt="steve_jobs" width="172" height="172" /></p>
<p><strong>A Influência da Cultura da Convergência nos Processos Empresariais do Século XXI</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Francílio Dourado Filho*<br />
</strong></p>
<p>Vivemos um momento em que o conhecimento flui facilmente através de diferentes plataformas midiáticas, um momento onde o fazer é tão importante quanto o usar, onde o poder do produtor e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis.</p>
<p>Quem soube traduzir com maestria este momento foi Henry Jenkins, em “Cultura da Convergência”. Na obra, o professor de Ciências Humanas do MIT, analisa as grandes mudanças em curso no mundo dos negócios com o advento das multiplicações de conteúdos. Sua leitura merece o olhar atento de todos que se pretendem presentes no amanhã próximo.</p>
<p>Seguindo Pierre Levy, quando afirma que “nenhum de nós pode saber tudo; cada um de nós sabe alguma coisa; e podemos juntar as peças, se associarmos nossos recursos e unirmos nossas habilidades”, este artigo toma a liberdade de fazer uma com-pilação de exposições em diferentes mídias, uma remixagem de Jenkins, na tentativa de entender a influência cultura da convergência nos processos empresariais do século XXI.</p>
<h4>O Conceito</h4>
<p>O conceito de convergência faz referência ao fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação entre os diferentes mercados e ao comportamento migratório dos consumidores, que vão a qualquer parte em busca das experiências que desejam. Procura definir mudanças tecnológicas, industriais, mercadológicas, culturais e sociais provocadas pelo modo como as mídias circulam. Reflete a mudança na maneira de encararmos nossas relações com as mídias, as tecnologias, os poderes, as pessoas.</p>
<p>Se no ambiente tecnológico a convergência pode ser entendida como a combinação de diferentes funções dentro de um mesmo equipamento, permitindo supor a existência de um aparelho mágico agrupando todas as mídias, como processo cultural, refere-se ao fluxo de imagens, ideias, histórias, sons, marcas e relacionamentos, através do maior número de canais midiáticos possíveis, um fluxo condicionado por decisões originadas tanto em reuniões empresariais quanto em quartos de adolescentes, moldado pelo desejo de corporações de promoverem ao máximo suas marcas e mensagens e pelo desejo dos consumidores de obterem o que quiserem, quando, onde e como quiserem.</p>
<h4>Conhecimento</h4>
<p>Numa sociedade de caçadores as crianças aprendiam brincando com o arco e a flecha. Na sociedade do conhecimento elas aprendem jogando com informações. Ainda não sabemos usar plenamente as ferramentas da convergência para construir conhecimento, mas estamos desenvolvendo habilidades que serão úteis muito em breve.</p>
<p>Mas convém destacar que acessar jogos, comunidades virtuais, sites de relacionamento, criar blogs ou modificar e remixar mídias, possibilita um processo de aprendizado que salienta nossa atividade em rede, ajuda na formação coletiva de conhecimento e na circulação de idéias através da sociedade. Todos estão aprendendo ao buscar entretenimento por meio da internet. Um membro da comunidade virtual tem ao seu dispor o mesmo saber que a comunidade como um todo, imediatamente, a todo instante.</p>
<p>Esta, aliás, é a raiz de uma sociedade em rede. Por exemplo, em grupos de discussão, uma pergunta aparece, alguém logo a responde, e todos têm acesso à informação. A propósito, as escolas deveriam repensar seu modo de ensinar. Em vez de preparar as crianças para o aprendizado autônomo, deveriam ensiná-las a como participar da produção coletiva do conhecimento, como compartilhar conhecimento, como depender da experiência alheia e fazer com que percebam o poder que têm por serem autoridades em algum assunto.</p>
<h4>Informação</h4>
<p>No século XV, era do renascimento, um indivíduo podia dominar todos os campos do conhecimento. Michelangelo e Leonardo Da Vinci foram capazes de absorver e utilizar boa parte do saber disponível na sociedade de sua época.</p>
<p>Com a explosão de informações de hoje, vivemos um tempo de inteligência coletiva, num mundo onde ninguém sabe tudo, mas todos sabem alguma coisa. Um membro da comunidade tem ao seu dispor o mesmo saber que a comunidade como um todo, imediatamente, a todo instante.</p>
<p>Mas sofremos na medida em que não sabemos lidar com o excesso de informação. Sentimos-nos inaptos pela incapacidade de absorver tudo, a tempo. E isto ocorre por estarmos tentando aplicar uma lógica do homem renascentista a um modelo desenvolvido para o ser coletivo e colaborativo.</p>
<p>Em vez de querer absorver todo o conhecimento disponível, deveríamos aprender a confiar na comunidade, confiar uns nos outros para processar as informações. Mais que cidadãos bem informados, precisamos ser cidadãos antenados. Alguém que vasculha o horizonte e filtra informações necessárias, agindo de forma pontual e objetiva, em contraste com a necessidade do entendimento profundo sobre tudo que nos rodeia.</p>
<h4>Devemos aprender a ser seletivos e colaborativos.</h4>
<p>No ambiente corporativo precisamos aprender a ter foco. Utilizar modelos que possibilitem uma espécie de moderação coletiva, que identifiquem as preferências dos usuários e filtrem as informações; ou processos deliberados como grupos de discussão. Precisamos aprender como participar plenamente ou seremos soterrados por informações sem sentido.</p>
<h4>Remix</h4>
<p>Na história humana, a cultura advém da cultura. Às vezes, seguimos uma lógica “alquímica” de que a cultura provém da cabeça do artista, que ela é criada do nada. Mas, na verdade, Homero remixou as histórias da mitologia grega, a Capela Sistina é uma colagem de temas bíblicos e as grandes obras literárias conscientemente “pegaram emprestados” os recursos de que precisavam.</p>
<p>Partindo da premissa de que, em todo processo criativo o artista constrói sobre a cultura existente. Precisamos respeitar a cultura. Conhecer e identificar as fontes do material que usou. A diferença entre remixagem e plágio é que o plágio oculta suas fontes enquanto a remixagem as celebra e as expõe.</p>
<p>A remixagem procura construir um diálogo com o passado em vez de reivindicar para si a autoria das obras. É um processo de colaboração com a cultura que nos cerca. Um dos problemas atuais é que as leis de direitos autorais inibem a cultura, restringindo o uso das obras aos seus proprietários.</p>
<p>Nessa transição pela qual passamos, jovens e empresas estão confusos sobre os limites dos dois conceitos. Numa época em que cada vez mais pessoas produzem mídia, fazem cultura, o uso justo precisa ser defendido.</p>
<h4>O mundo convergente</h4>
<p>Primeiro veio a integração dos mundos de dados e telefonia. Isso já é uma realidade universal. Na América Latina acelera-se a adoção de aplicações de negócios. As empresas estão usando a convergência não só para reduzir custos de comunicação, mas também para resolver necessidades de negócios, melhorar a produtividade, aumentar as vendas e redução de custos, é claro.</p>
<p>Entre nós isto já é uma realidade em indústrias como as de hotelaria, finanças e manufatura. Para citar um exemplo, hoje, ao entrar em alguns hotéis, já se pode ver um telefone IP. O hospede passa o seu cartão de fidelidade no aparelho e automaticamente pode selecionar opções de hospedagem: um quarto com vista para a praia, mais próximo aos elevadores, de fumante ou não-fumante. O mesmo cartão se transforma em chave de acesso do quarto e aos serviços.</p>
<p>Do quarto, um aparelho semelhante permite agendar passeios, fazer reservas no restaurante ou campo de golfe, receber informações sobre a cidade, o clima, transporte etc.. A convergência começa a fazer sentido nos negócios, seja para aumentar a produtividade, diversificar as vendas, ou, o que é mais importante, melhorar o relacionamento com o cliente.</p>
<h4>O escritório convergente</h4>
<p>Com o advento da mobilidade, o trabalho que antes era obrigatoriamente feito onde estava o escritório físico, pode ser realizado em qualquer outro ambiente. Milhões de pessoas já trabalham remotamente. Com as comunicações cada vez mais associadas à mobilidade, ampliam-se as aplicações de presença, de contexto e de informações de negócios para o mundo móvel, com colaboração, para que independente de onde você esteja possa colaborar de forma eficiente.</p>
<p>Diante desta realidade que traz o virtual para o mundo real, nós que compomos o ambiente corporativo, precisamos atentar para o que nos diz o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos vêem.</p>
<p>*Francílio Dourado Filho é Mestre em Admininstração de Empresas com foco em Gestão Estratégica e Gestão Social; Pós-graduado em Marketing com foco em Marketing de Esperiências e Marketing Social; e Graduado em Engenharia Civil. Desenvolve atividades de Consultoria Organizacional, é Professor universitário, Palestrante e Escritor.</p>
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